Nunca tive disposição pra fazer um blog. isso não mudou agora. não sei se foram os momentos livres que se multiplicam agora que moro sozinho ou se é meu desinteresse por desenvolver coisas como o estudo que me fazem aqui estar. Mas enfim, estou. A disposição mesmo assim não anda das mais altas, é isso mesmo, minha vida tem andado assim ultimamente.
Sinto que estou sendo acometido por uma onda de balanceamento karmal de existência. De fato, namorar uma pessoa que amo e que sempre foi mais que uma simples pessoa pra mim, ser incrivelmente feliz por quase um ano inteiro e ainda passar num dos mais concorridos e difíceis vestibulares do país parecem notas dignas de um final feliz de história. Feliz ou infelizmente, a história teve de continuar, e todos esses motivos que outrora seriam sinônimo de alegria extraordinária agora se emaranham numa mixórdia confusa que tem me deixado saudoso e infeliz por diversos momentos.
Vamos a uma leitura objetiva dos fatos: eu estou sozinho, morando numa cidade nova, longe de amigos, família e (principalmente) namorada e fazendo um esplêndido curso na usp que talvez não seja o meu explendido curso da usp, capisce? Além, parti meu coração e o de quem amo por uma decisão racionalmente irracional, calculada para servir a lógica, mas sem contar com o breve, porém fundamental imprevisto de que a vida não segue variáveis, não é lógica, nem racional.
Não sinto, porém, que tomei necessariamente a decisão errada. Difícil é se escolher quando cada caminho parecia um passo para o abismo. Escolhi o que parecia melhor para mim, e agora caberá justamente a mim mesmo lidar com a possibilidade de ser vítima do meu próprio livre-arbítrio, prisioneiro (temporário!) na vida que posso ter erroneamente acredito que seria a minha.
Agora, não escolho, flutuo, caio, vago por minha propria existência, aguardando o momento de definições que espero estar por vir:
Virá ela ou não? Ficarei na minha situação ou não? Medicina ou Engenharia? Incrível como a dúvida, ardilosa agente do acaso, muda a face mas mantém sempre a mesma essência.
Mas, como disse antes, digna de um final agora trágico, a história também tenderá a continuar, e novas situações, talvez melhores, se delineiam no horizente.
agora chega de lirismo antes que alguém vomite boçalidade por aqui.
AH, E PERDI CEM REAIS HOJE PRA UM CAIXA ELETRÔNICO!
cacete.